O Mozgliakov estava farto de saber que o argumento éra de molde a deixar espavorido o principe.
—Ai! meu Deus! exclamou o jarrêta, todo elle a tremer... engaiolavam-me?!
—Ora considére, tiozinho, passar-lhe-ia nunca pela cabeça o ir fazer um pedido tão disparatado? O tio avalia muito bem os seus interesses! Affirmo-lhe que foi sonho.
—So... nho, sim, é o que foi! So... nho... e mais nada! Ah! tu... é que... que acertaste... com a coisa! E fico... te grato, muito grato... por me teres con... vencido.
—E eu, contentissimo, tiozinho, por termos vindo á fala. Se não fosse eu, o tio ficava acreditando que estava noivo, e procederia n'esse sentido. Veja lá do que se livrou!
—Está c... laro... me... livrei... dizes bem!
—Lembre-se de que está com vinte três annos essa menina! Não ha quem a queira, e eis se não quando, apparece o tio, rico, nobre e vae pedil-a em casamento! E ellas, já se vê, apanham a pélla no ar: affirmam a toda a gente que o tio está noivo e impingem-lh'a em casamento. E em seguida, põem-se á espera de que o tio se vá indo desta para melhor.
—Que... me dizes!
—E depois, tiozinho... é lá coisa que convenha a um homem da sua jerarchia...
—Está c... claro! Jerarchia...