—Não lhe dê cuidado, tiozinho, cá estou eu. E demais, digam o que disserem, responda sempre que foi sonho... o que é verdade, aliás.
—Es... tá... c... claro, sonhei!... Mas sempre te direi... meu a... mi... miguinho, que foi um sonho delicioso!... {140} Que for... mosura! É um por... tento! E se... soubesses!... Com umas... fórmas!
—Pois então, até logo, tiozinho, vou indo lá para baixo... E o tio...
—Ora... essa!... Então para aqui me deixas?... exclama o principe, assustado.
—Não é isso, tiozinho, eu o que vou é indo adiante... não vamos juntos. Primeiro eu, depois, o tio. É melhor assim.
—Está-c... laro... melhor. E eu, demais a mais, tenho que tomar nota d'um pensamento... capital.
—Pois é o que deve fazer, tio, vá assentando o seu pensamento, e depois, não se demore, appareça, e conte que, amanhã...
—Amanhã, de manhã, para casa do-arci-préste... sem fa-lta,... casa... do ar... ci... ci... Magnifico! Mas olha que... ella é um por... tento de formosura! Que... fórmas! Se não houvesse outro remedio senão casar com ella... eu... então...
—Deus o livre de tal, querido tio!
—Está claro!... livre... Está dito! até já, meu amigo! Eu não tardo lá. É só tomar no... ta... A proposito,... e... ago... ra me lembra que te queria perguntar... se... j... já tinhas lido as memorias de Cásanova?