—Já, tiozinho... Mas por quê?
—Está... c... claro—Por quê?—Mas... deixa lá... já me não lembro do que é que te queria dizer.
—Depois se lembrará, tiozinho, até logo.
—Até logo, amiguinho, até logo...—Mas que foi uma... delicia... o tal sonho... lá isso foi!{141}
XII
—Viémos vêl-a todas, todas! A Prakovia Ilinicha não tarda por ahi! A Luisa Karbovna tambem queria vir, pipila a Anna Nikolaievna dando entrada na sala e a inspeccionar tudo em redor com uns olhos de bisbilhoteira.
É uma mulherzinha, bonitinha, veste com riqueza, mas com umas côres espalhafatosas, e com presunção na sua boniteza. Fareja-lhe que o principe deve de estar alapardado n'um cantinho qualquer e mais a Zina.
—E a Katerina Petrovna tambem não deixa de apparecer, accrescenta Natalia Omstrievna, mulherão com proporções de colosso á qual tem reduzido o pêso os jejuns e dando ares de um granadeiro.
Traz um chapelinho, minusculo, côr de rosa, pespegado na nuca. Ella, vae em três semanas, é a mais intima amiga da Anna Nikolaievna, de quem ella anda atrás, ha muito tempo, e a quem se pudesse nem a pelle lhe deixava.
—O alegrão que ambas me deram em vir passar a noite commigo, nem ha palavras que o possam exprimir, cantaróla Maria Alexandrovna, um tanto refeita já da instantanea surpreza. Mas não me dirão a que feliz acaso devo o prazer?... Nem contava, já, com semelhante honra!