—Ainda bem! E desde já o felicito; continua a Felissata Mikhailovna. Tivemos um susto por sua causa, quando nos disseram que andava a ver se arranjava um logar em Mordassov. Que, logares, por aqui, são pouco estaveis. Pavel Alexandrovitch, de um dia para o outro apanha-se uma demissão.
—A não ser que se trate de um logar de utchitel, para ahi em qualquer escola communal... Esses têm ferias... observa a Natalia Dmitrievna.
É tão transparente a allusão, tão grosseira, que á propria Anna Nikolaievna assoma-lhe o rubor ás faces e pega ás cotoveladas á peste da amiga.
—Persuadem-se então que Pavel Alexandrovitch seria homem para marchar nas piugadas de um reles utchitel? insiste a Felissata Mikhailovna.
Pavel Alexandrovitch, sem saber o que ha de dizer, volta costas e dá de rosto com Aphanassi Matveich de mão estendida para elle. Mozgliakov, alvar, não acceita a mão do conselheiro e faz-lhe rasgada contumélia, com pretenções a ironica. Acerca-se da Zina e, mirando-a a fito, socina-lhe:
—É a culpada de tudo isto... mas espere, e ainda esta noite, verá se eu sou, ou não sou um asno!
—Esperar, eu?—Como se já se não estivesse vendo o sufficiente! retruca a Zina muito de rijo, a medir com uns olhos desdenhosos o recem-rejeitado.
Mozgliakov precipita a retirada, espavorido pela expansão vocal da donzella.{148}
—Vem de casa do Borodoniev? resolve-se por fim a perguntar Maria Alexandrovna.
—Não; venho de estar com meu tio.