—Ai, meu Deus! Pavel Alexandrovitch! exclamam diversas vozes.
—Ai, meu Deus! Mas é o Pavel Alexandrovitch!
—E a senhora a dizer-nos, Maria Alexandrovna, que elle a estas horas devia estar em casa do Borodoniev?
E a dizerem que estava escondido, Pavel Alexandrovitch, lá em casa do Borodoniev, ladra Natalia Dmitrievna.
—Escondido? repete Mozgliakov com sorriso contrafeito. É um tanto exquisita a expressão! Queira perdoar, Natalia Dmitrievna, eu não me escondo nem tenho motivos para me esconder seja de quem fôr, accrescenta vibrando significativo olhar a Maria Alexandrovna.
Estremece Maria Alexandrovna.
—"Ora esta! querem ver que se insurge tambem este bonifrate? diz comsigo, a examinar Mozgliakov. Não faltava mais nada!"
—Será verdade. Pavel Alexandrovitch, que está reformado... das suas funcções?—arrisca a atrevida da Felissata Mikhailovna, a olhar para elle, ironica.
—Reformado? Reformado de quê?{147}
Fui apenas transferido; tenho o meu logar lá em Petersburgo, responde com secura Mozgliakov.