— Agora, talvez — disse Barker, após os peixes e o xerez, intensamente polido, no entanto ardendo de curiosidade —, talvez seja rude perguntar por que fez aquilo?
— Fez o quê, Señor? — perguntou o convidado, que falou em um inglês muito bem, embora de uma forma indefinivelmente americana.
— Bem — disse o inglês, com alguma confusão —, quero dizer rasgou uma tira fora e ... er ... cortou a si mesmo ... e ....
— Explicar isso, Señor — respondeu o outro, com um certo orgulho triste —, envolve meramente dizer quem eu sou. Eu sou Juan del Fuego, o presidente da Nicarágua.
A forma com que o presidente da Nicarágua inclinou-se para trás e bebeu xerez mostrou que para ele essa explicação cobria todos os fatos observados e muito mais. No entanto, a testa de Barker ainda estava um pouco cerrada.
— E o papel amarelo — começou, com ansiosa simpatia — e o pano vermelho ....
— O papel amarelo e o pano vermelho — disse Fuego, com grandeza indescritível — são as cores da Nicarágua.
— Mas a Nicarágua… — começou Barker, com grande hesitação — A Nicarágua não é mais um...
— A Nicarágua foi conquistada como Atenas. A Nicarágua foi anexada como Jerusalém — exclamou o velho, com um fogo incrível.— O Yankee, o alemão e os poderes brutos da modernidade pisaram nela com cascos de boi. Mas a Nicarágua não está morta. A Nicarágua é uma ideia.
Auberon Quin sugeriu timidamente: