Por algum tempo deixaram-no balbuciar, consciente de que suas observações não significavam nada. E então um pensamento horrível começou a se apossar da mente de James Barker. Ele começou a pensar que as observações do rei significavam algo.
— Em nome de Deus, Auberon — gritou de repente, surpreendendo o calmo salão —, você não quer dizer que vai realmente ter essas guardas da cidade, muralhas e todo o resto?
— Terei, realmente — disse a criança, em uma calma voz. — Por que eu não deveria tê-los? Eu os modelei precisamente com seus princípios políticos. Sabe o que eu fiz, Barker? Eu me comportei como um verdadeiro Barkeriano. Eu... mas talvez não interesse a você, a minha noção de conduta Barkeriana.
— Ah, vá, vá em frente — gritou Barker.
— A minha noção da conduta Barkeriana — disse Auberon, calmamente — parece não só interessar, mas alarmá-lo. No entanto, é muito simples. Simplesmente consiste em escolher todos os Superintendentes sob qualquer novo regime pelo mesmo princípio pelo qual o déspota central é nomeado. Cada Superintendente, de cada cidade, sob a minha carta, deve ser nomeado por rotação. Portanto, meu caro Barker, tenha um sono tranquilo.
Os olhos selvagens de Barker brilharam.
— Mas, em nome de Deus, você não vê, Quin, que a coisa é bem diferente? O centro, não importa tanto, apenas porque todo o objetivo do despotismo é obter algum tipo de unidade. Mas se qualquer maldita paróquia pode ser encarregada a qualquer maldito homem...
— Vejo a sua dificuldade — disse o rei Auberon, calmamente. — Você sente que seus talentos podem ser negligenciados. Ouça! — E levantou-se com imensa magnificência. — Eu solenemente dou ao meu vassalo, James Barker, meu favor especial e esplêndido, o direito de substituir o óbvio texto da Carta das Cidades, e ser, em seu direito próprio, alto lorde Superintendente de South Kensington. E agora , meu caro James, está tudo bem. Bom dia.
— Mas... — começou Barker.
— A audiência terminou, Superintendente. — disse o rei, sorrindo.