O arauto avançou para o quarto, e foi imediatamente seguido por doze guardas vestidos de purpura, que foram seguidos por um atendente ostentando a bandeira da Águia, que foi seguido por outro atendente tendo as chaves da cidade em cima de uma almofada, que foi seguido pelo sr. Buck com muita pressa. Quando o Rei viu seu forte rosto animal e os olhos fixos, ele sabia que estava na presença de um grande homem de negócios, e preparou-se conscientemente.
— Bem, bem – disse ele, alegremente descendo dois ou três passos de um estrado, e juntando as mãos lentamente —, estou contente de vê-lo. Não se importe, não se importe. Cerimônia não é tudo.
— Não entendo, vossa Majestade — disse o superintendente, impassível.
— Não se preocupe, não importa — disse o Rei, alegremente. — O conhecimento da corte não é de nenhuma maneira um mérito puro, fará melhor da próxima vez, sem dúvida.
O homem de negócios olhou para ele de mau humor sob as sobrancelhas negras e disse mais uma vez sem mostras de civilidade:
— Não entendo.
— Bem, bem — respondeu o rei, bem-humorado —, se você me perguntar, não me importo de lhe contar, porque não atribuo qualquer importância a estas formalidades em comparação com um coração honesto. Mas é usual (e isto é tudo, é usual) para um homem ao entrar na presença da realeza se deitar de costas sobre o chão e elevar seus pés para o céu (como a fonte do poder real) e dizer três vezes: ’Instituições monárquicas melhoram as maneiras.’ Mas a pompa, tal pompa é muito menos verdadeiramente digna do que a sua simples bondade.
O rosto do Superintendente estava vermelho de raiva, mas manteve silêncio.
— E agora — disse o Rei, de ânimo leve, e com o ar exasperante de um homem encerrando uma afronta — que tempo agradável estamos tendo! Deve achar as suas vestes oficiais bem quentes, meu Lorde. Eu as projetei para a sua própria terra coberta de neve!
— Elas são tão quentes como o inferno — disse Buck, brevemente. — Vim aqui a negócios.