O rei enrugou a testa, pensativo:
— A situação é ruim, o cidadão arrogante desafiando o rei em seu próprio palácio. A cabeça do cidadão deveria estar inclinada e o braço direito estar estendido; a esquerda pode estar levantada para o céu, mas isto deixo para o seu sentimento religioso privado. Estou afundado nesta cadeira, golpeado com fúria perplexa. Agora, de novo, por favor.
Buck abriu a boca como um cão, mas antes que pudesse falar, outro arauto apareceu na porta:
— O alto lorde Superintendente de Bayswater deseja uma audiência.
— Deixe ele entrar — disse Auberon. — Este é um dia alegre.
Os alabardeiros de Bayswater usavam um uniforme predominante verde, e a bandeira que foi levada depois deles era estampada com uma coroa de louro verde sobre um fundo prata, que o rei, no curso de suas pesquisas junto a uma garrafa de champanhe, tinha descoberto ser o trocadilho pitoresco de Bayswater[4].
— É um símbolo adequado — disse o Rei —, a imortal coroa de louros. Fulham pode buscar riqueza, Kensington a arte, mas quando os homens de Bayswater se importaram com algo, exceto a glória?
Imediatamente atrás da bandeira, e quase completamente escondido por ela, veio o superintendente, em vestes esplêndidas de verde e prata com peles brancas e coroado com louro. Ele era um pequeno homem ansioso com bigodes vermelhos, originalmente proprietário de uma loja de pequenos doces.
— Nosso primo de Bayswater — disse o Rei, com prazer —, o que podemos servir a ele? O Rei falou distintamente a murmurar — carne, presunto, frango frio — sua voz morrendo em silêncio.
— Vim ver vossa Majestade — disse o superintendente de Bayswater, cujo nome era Wilson — a respeito de Pump Street.