— Bem... — Wilson disse, voltando-se para Barker. — E agora?
Barker balançou a cabeça desesperadamente:
— O homem devia estar em um asilo. Mas uma coisa é clara: não precisamos nos preocupar mais com ele. O homem pode ser tratado como louco.
— É claro — disse Buck, virando-se para ele com uma decisão sombria. — Está completamente certo, Barker. Ele é um bom companheiro, mas deve ser tratado como louco. Vamos colocar de forma simples. Fale com qualquer homem em qualquer cidade, a qualquer médico em qualquer cidade, que há um homem a que ofereceram mil e quinhentas libras por uma coisa que ele poderia vender normalmente por quatrocentos, e que, quando perguntado por um motivo para não aceitar, clama pela santidade inviolável de Notting Hill e a chama de Montanha Sagrada. O que diriam eles? O que mais podemos ter do nosso lado além do senso comum de todos? Sobre o que mais se baseiam as leis? Vou te dizer, Barker, o que é melhor do que qualquer discussão. Vamos enviar operários no local para derrubar Pump Street. E se o velho Wayne disser uma palavra, o prenderemos como um lunático. Isso é tudo.
Os olhos Barker se acenderam:
— Sempre considerei você, Buck, se você não se importa que eu diga, como um homem muito forte. Conte comigo.
— E comigo, é claro — disse Wilson.
Buck se levantou de novo impulsivamente.
— Vossa Majestade — disse ele, brilhando com popularidade —, peço a Vossa Majestade que considere favoravelmente a proposta a que nos comprometemos. A clemência de Vossa Majestade e as nossas próprias ofertas foram em vão para aquele homem extraordinário. Ele pode estar certo. Ele pode ser Deus. Ele pode ser o diabo. Mas achamos que, para fins práticos, o mais provável é que ele está fora de si. A menos que essa suposição seja considerada na prática, todos os assuntos humanos vão ser despedaçados. Nós agimos sobre ela, e propomos o inicio das operações em Notting Hill de uma vez.
O Rei recostou-se na cadeira: