O céu estava particularmente negro e sozinho foi um falso protesto contra o otimismo triunfante do superintendente de North Kensington. Mas isto foi posto de lado pelo infeccioso senso comum do superintendente:

— Não há tal coisa, como noite em Londres. Só tem que seguir a linha de postes de luz. Olhe, aqui está o mapa. Duzentos soldados púrpuras de North Kensington sob meu comando marcham até Ossington Street, duzentos mais sob o capitão Bruce, da guarda de North Kensington, até Clanricarde Gardens[1]. Duzentos soldados amarelos de West Kensingtons sob o superintendente Swindon atacam a partir de Pembridge Road. Mais duzentos de meus homens a partir das ruas do leste, afastando-se de Queen’s Road. Dois destacamentos amarelos entram por duas estradas de Westbourne Grove. Por fim, duzentos verdes de Bayswaters descem do norte através de Chepstow Place, e mais duzentos do superintendente Wilson, através da parte superior de Pembridge Road. Senhores, é mate em dois lances. O inimigo deve amontoar-se em Pump Street e ser cortado em pedaços, ou deve recuar atrás da Gaslight & Coke Co., e enfrentar meus quatrocentos, ou deve recuar até a Igreja de São Lucas, e enfrentar seiscentos do oeste. A menos que sejamos todos loucos, é claro. Vamos. Para seus aposentos e aguardem o sinal do Capitão Brace para avançar. Então só temos que caminhar por uma linha de postes de luz e esmagar esse absurdo por pura matemática. E amanhã seremos todos civis novamente.

Seu otimismo brilhava como um grande fogo na noite, e corria em volta do anel terrível onde agora Wayne estava mantido indefeso. A luta já havia terminado. A energia de um homem por uma hora salvou a cidade da guerra.

Nos dez minutos seguintes Buck caminhou para cima e para baixo em silêncio ao lado do aglomerado imóvel dos seus duzentos. Não tinha mudado sua aparência de qualquer forma, exceto uma eslinga sobre seu casaco amarelo para um estojo com um revólver. Assim, sua figura de moderna veste leve mostrou-se estranhamente ao lado dos uniformes pomposos púrpuras de seus alabardeiros, que obscuramente, mas ricamente coloriam a noite negra.

Finalmente o som de uma trombeta estridente alcançou a rua, era o sinal de avanço. Buck brevemente deu a ordem, e toda a linha púrpura, com seu aço pouco brilhante, moveu-se para o beco lateral. Diante deles estava uma inclinação de rua, longa, lisa, e brilhando no escuro. Era uma espada apontada para Pump Street, o coração em que nove outras espadas estavam apontados naquela noite.

Um quarto de hora marchando silenciosamente os trouxe quase ao alcance de ouvir qualquer tumulto na cidadela condenada. Mas ainda não havia nenhum som e não havia sinal do inimigo. Desta vez, pelo menos, eles sabiam que estavam fechando mecanicamente, e marcharam sob a luz da lamparina e do escuro sem nenhuma estranha sensação de ignorância que Barker tinha sentido ao entrar em país hostil por apenas uma avenida.

— Parem, apontar armas! — gritou Buck, de repente, e enquanto falava veio um barulho de pés andando ao longo das pedras. Mas as alabardas foram niveladas em vão. A figura que corria era um mensageiro do contingente do Norte.

— Vitória, Sr. Buck! — ele gritou, ofegante. — Eles foram derrubados. O superintendente Wilson de Bayswater tomou Pump Street.

Buck ficou excitado:

— Então, por qual caminho estão recuando? Deve ser por St. Luke para encontrar Swindon, ou pela companhia de gás para nos encontrar. Corra como louco para Swindon, e veja se os amarelos estão mantendo a estrada de St. Luke. Vamos manter esta, não tema. Nós os temos em uma armadilha de ferro. Corra!