— Algo mais que eu possa fazer, senhor? — perguntou Lambert, com a polidez absurda do inglês quando envergonhado.

— Vermelho — disse o estranho, vagamente —, vermelho.

— Desculpe?

— Peço-lhe desculpas, Señor — disse o estranho fazendo uma reverência. — Estava imaginando se algum de vocês dispõem de algo vermelho com vocês.

— Algo vermelho conosco? Bem, realmente... Não, não acredito que tenha... Já usei uma bandana vermelha, mas...

— Barker — perguntou Auberon Quin, subitamente —, onde está sua cacatua vermelha? Onde está a sua cacatua vermelha?

— O que você quer dizer? — perguntou Barker, desesperadamente. — Que cacatua? Você nunca me viu com qualquer cacatua!

— Eu sei — disse Auberon, vagamente tranquilizado. — Onde ela esteve esse tempo todo?

Barker virou-se, não sem ressentimento.

— Lamento, senhor — disse ele, breve, mas civilmente —, nenhum de nós parece ter nada vermelho para emprestar-lhe. Mas para que, se posso perguntar.