Trabalhou-se immenso em estuque, bem e mal, com arte ou sem ella; João Paulo da Silva trabalhou no palacio na quinta das Laranjeiras (por 1798), assim como Felix Salla, outro italiano discipulo do celebre milanez Albertoli, que fez reviver a grande ornamentação dos gregos e do imperador Augusto.

É certo que por este tempo estucadores portuguezes foram trabalhar a Hespanha, tanto se tinha aqui progredido neste ramo.

Por 1805 entrou em Lisboa um estucador suisso de grande habilidade, Vicente Tacquet que trabalhou com Francisco Espaventa e outros.

Vieram os desastres da guerra, e alguns dos melhores artistas refugiaram-se no norte do paiz, no Porto, e em Vianna do Castello, Caminha, Affife que nos tempos modernos, nos ultimos 40 annos, tem produzido bons artistas estucadores.

De Rodrigues Pitta são os tectos do palacio do marquez de Vianna (1846) ao Rato, hoje propriedade do sr. Marquez da Praia.

Em 1855 e 1856 ornamentou o salão de baile do palacio da Junqueira (actual palacio Burnay) e dois salões do palacio Costa Lobo, no campo de Sant’Anna.

Deixou trabalhos de grande folego nos palacios de José Maria Eugenio d’Almeida, a S. Sebastião da Pedreira, Gandarinha que tem magnificas escaiolas na galeria, e no do Marquez de Penafiel.

A esplendida sala do conselho de Ministros, no Ministerio do Reino, tem o tecto muito trabalhado, não de grande effeito.

Cinatti introduziu em Lisboa um artista, seu parente, Joanni, notavel imitador de marmores, e bom artista em estuque lucido.

Nos ultimos vinte annos a mania pelo estuque, especialmente pelas imitações de marmores, tem sido, a meu vêr, exaggerada.