E, o que é grave, na maioria esses trabalhos são mal dirigidos e executados. Tem sido um desastre.
Ha estuques carregados de relevos que em tres ou quatro annos estão fendidos e estragados.
Imitações de marmores, quasi tão caras como os modelos, estaladas em poucos mezes. Mas a mania pelos estuques não é só na capital; ao norte do paiz ainda foi, e é, mais intensa.
No Porto ha estuques antigos, dos melhores, no palacio dos Carrancas, e modernos na Bolsa.
No Minho citam-se como notaveis os do palacio da Brejoeira, obra dos Alves, de Fafe, por 1850.
Em Evora temos os mais recentes no theatro Garcia de Resende, fino trabalho do Meira.
Será rara a egreja da Provincia, onde tenha havido reparos nos ultimos annos, que não possua amostras de estuque moderno, de facil execução e de mau effeito passado o lustro dos primeiros mezes.
Nas salas do Correio-Mór ha tectos estucados a baixo relevo muito distinctos e paredes ornamentadas a esgrafito de algum effeito.
Volkmar Machado deixou-nos algumas noticias sobre estucadores, que Liberato Telles utilisou no seu trabalho publicado no Boletim da Associação dos Conductores de Obras Publicas. Vol. IV. 1900.