O vestuario d’esta imagem recorda o do retrato da infanta. Deve ser esculptura do fim do seculo XVI.

Da mesma época deve ser um grande frontal com o brazão da infanta bordado no centro e aos lados; tem fachas de velludo vermelho com bordado alto a ouro e prata, sendo os vãos ou entrefachas de seda branca.


Junto do altar-mór a abertura do poço ou fonte da agua milagrosa, um simples bocal raso com tampa de madeira.

A fonte é bem curiosa. A entrada deita para um quintal contiguo. Descemos a escada e na parede vemos alguns azulejos antigos, mouriscos, de fino esmalte e relevos. Um portico em estylo manuelino dá para o espaço onde nasce a agua; uma abobada forrada de azulejos brancos com estrellas azues; outros revestem os rodapés e paredes, em pequenos quadros formados de quatro azulejos, de diversos typos, alguns raros. O portico tem columnas torcidas e no intercolumnio uma facha com romans.

Os pintores da Luz

Filippe I (II de Hespanha) n’uma carta de 14 de março de 1583 chama a Francisco Venegas, meu pintor.

(Sousa Viterbo, Noticia de alguns pintores, Lisboa, 1903, pag. 153).

D. Sebastião, em alvará de 6 de maio de 1577, diz: Diogo Teixeira hum dos melhores pintores de imaginarya dolio que ha nestes reynos.

(Ibidem, pag. 142).