Dicatum charitati coeli
januae M.D.LXXX.IIII

É certo que o estylo diz perfeitamente com a data 1584. É possivel que tenha havido transformação grande de outra capella anterior, porque é tradição que S. Francisco Xavier antes de partir para a India, alli celebrou a sua ultima missa em Portugal, e o santo apostolo das Indias deixou Lisboa em 1541.

Sepultura de João d’Aregas—O escudo d’armas

==É a sepultura uma grande caixa de marmore assentada sobre quatro leões, lavrada em torno de escudos de armas, quarteados em aspa, e nos campos alto e baixo em cada um sua cruz floreada da feição das da Ordem de Aviz; e nos campos de cada lado uma serpe com azas ameaçando para fóra; na lagea que a cobre está o defunto entalhado de relevo, vestido em roupas largas e barrete posto, insignias de letrado; mas acompanhado tambem das de cavalleiro, que são seu estoque á ilharga; as mãos juntas sobre o peito como quem faz oração.==(Historia de S. Domingos, pag. 176).

Como se disse já, a mão direita da estatua segura um livro, e segurava, sobre o peito; a esquerda que inclinava sobre o coração e se partira e extraviára, está agora substituida por outra nova, erguida, segurando um rolo de papel.

No Thesouro da Nobreza descreve-se assim o brazão:

==Escudo franxado nos campos alto e baixo em vermelho uma cruz aberta e floreteada, nos quarteis dos lados em campo d’oiro uma serpente vermelha batalhante. Timbre as duas serpentes do escudo.==

Sobre esta familia de Aregas, ou das Regras, encontro uma longa memoria de José Freire de Montarroyo Mascarenhas, no 5.° vol. dos Titulos genealogicos (B. N. L. Sec. Mss. Cod. 1034, pag. 289 e segg.)

Nomes de artistas

Percorrendo a «Collecção de memorias relativas ás vidas dos pintores, e escultores, architectos e gravadores portuguezes... por Cyrillo Volkmar Machado (Lisboa, 1823)» encontro o seguinte: