Os versos de Beranger, a franquesa com que eram cantados, a fraternidade do estribilho, a popularidade do poeta, arrebataram todo o auditório.

Fizeram-me repetir dois ou tres couplets e abraçando-me todos quando acabei, gritaram—Viva Beranger! Viva a França! Viva a Italia!

Depois de haver obtido tal successo era escusado pensar em prender-me; o estalajadeiro conheceu isso porque nunca mais me fallou de tal, ignorando eu por isso se elle fallava seriamente ou se zombava.

Passou-se a noite a cantar, jogar e a beber; e ao romper do dia todos os meus companheiros da noite se offereceram para me acompanhar, honra que acceitei sem difficuldade: caminhámos juntos seis milhas.

Com toda a certeza Beranger morreu sem saber o grande serviço que me prestou.

VII
ENTRO AO SERVIÇO DA REPUBLICA DO RIO GRANDE

Cheguei a Marselha sem incidente, vinte dias depois de ter deixado Genova.

Engano-me, um incidente, que li no Povo Soberano, me succedeu.

Estava condemnado á morte.

Era a primeira vez que tinha a honra de ver o meu nome impresso em um jornal.