—Ainda outro, disse elle.

Em quanto Anzani teve dinheiro suficiente para se pagar da despeza do indio, não lhe fez nenhuma observação, mas quando o bebedor já não tinha dinheiro para pagar, cessou de encher-lhe o copo.

—Então? perguntou o selvagem.

Anzani fez-lhe a sua conta.

—Depois? insistiu o selvagem.

—Depois?... Como não tem dinheiro, não bebe mais agua-ardente, respondeu Anzani.

O indio tinha formado bem o seu calculo. Os cinco ou seis copos de agua-ardente que havia bebido, tinham-lhe dado a coragem que havia perdido com o olhar de Anzani.

—Agua-ardente, disse elle levando a mão a uma das pistollas, agua-ardente, ou morres.

Anzani que já previa o final d'esta scena, estava preparado. Tinha cinco pés e nove pollegadas, e era dotado de uma força e agilidade pasmosa. Apoiou a mão no balcão e saltando para o outro lado deixou-se cair sobre o indio, agarrando-lhe o punho direito.

O selvagem não poude aguentar o choque e caiu; Anzani não o largou e poz-lhe o pé no peito.