Eu era dos ultimos.

Eis aqui, pois o que soube sobre a morte de Morosini. Colhi estes pormenores que vou dar de mr. de Santi, corso empregado no serviço sanitario dos francezes, e que na noite de 29 a 30 de junho era cirurgião na ambulancia do fosso.

Este honrado e bom confrade, ao qual sou devedor de alguns serviços, me contou que a 30 de junho ao raiar d'alva trouxeram a ambulancia um dos nossos officiaes, tão joven e tão bello que elle o tomou por uma mulher.

Estava levemente ferido na testa, na mão esquerda e no peito, mas mortalmente no ventre.

De Santi o havia tratado com affeição.

Morosini que ainda fallava, perguntou-lhe:

—Que pensaes das minhas feridas?

De Santi respondeu:

—Tende confiança em Deus e na vossa mocidade.

—Está bom, disse Morosini; comprehendo, estou perdido!