Ventilou-se então esta grave questão: Abrir-se-hão as portas aos francezes, ou resistir-se-lhe-ha?
O triumviro Armellini e muitos outros eram de parecer que os francezes fossem recebidos amigavelmente.
Mazzini, Cernuschi, Sterbini e a maioria queriam que se defendessem com energia até á ultima.
Era necessario, antes de tudo, salvar a honra, diziam elles.
A assembléa não hesitou: no dia 26 de abril, ás duas horas da tarde, foi votado o seguinte decreto com os applausos de toda a Roma.
«Em nome de Deus e do povo,
«A assembléa, segundo a communicação recebida pelo triumvirato, entrega-lhe a honra da republica e encarrega-o de repellir a força com a força.»
Decretada a resistencia, Cernuschi, que tinha feito as barricadas de Milão, foi nomeado inspector das barricadas de Roma: os pontos elevados foram guarnecidos de boccas de fogo, e o povo agitou-se, arquejando, á espera de algum acontecimento importante.
Foi então que appareceu o homem providencial.
De repente um grito unanime se ouviu nas ruas de Roma: