O plano de Garibaldi, se se houvesse adoptado, podia mudar os destinos da Italia.
De feito a posição era das mais simples, e eu o recordo, hoje que os odios politicos estão extinctos, e que um novo dia brilha para a Italia á lealdade dos nossos proprios adversarios.
Oudinot tinha atacado Roma com duas brigadas, uma sob as ordens do general Lavaillant, outra sob as do general Manara: um batalhão de caçadores a pé, doze peças de campanha e cincoenta cavallos, completavam a divisão; vimos a que penoso estado ficara reduzido na noite de 30 de abril este corpo de exercito, cuja ala esquerda tinha sido inconvenientemente alongada e a ala direita reunida sobre seu centro por Garibaldi, senhor da villa Pamphili, dos aqueductos e da antiga via Aurelianna; era preciso sem perder um instante e com todas as tropas disponiveis, marchar para a frente, forçar os francezes ou a uma fuga rapida, necessaria se quizessem ganhar Civita-Vecchia, ou a um novo combate, que terminasse por sua completa destruição na desfavoravel situação em que se achavam.
Ou o exercito francez teria sido destroçado ou forçado a depôr as armas.
O que ha n'isto de curioso é que durante toda esta marcha, as musicas militares romanas tocaram a Marselhesa combatendo aquelles que animados por este canto tinham vencido a Europa.
É verdade que elles já não cantavam.
Além dos mortos e feridos que nos fizeram, as balas, e projectis causaram n'estes recontros grandes damnos aos nossos monumentos, e não podemos deixar de nos rirmos tristemente quando lemos nos jornaes francezes que o cerco cresceria provavelmente em extensão pelo cuidado que tinham os engenheiros de não offender os monumentos artisticos.
As ballas, e os tiros de canhão batiam, com effeito, e se espalhavam como chuva sobre a cupola de São Pedro e sobre o Vaticano.
Na capella Paulina, enriquecida com pinturas de Miguel Angelo, de Zuccari e de Lourenço Sabati, uma das pinturas foi diagonalmente ferida por um projectil.
Na Sixtina um outro damnificou um caixão pintado por Buonaroti.