Emfim, os francezes perderam n'estes combates, feridos e prisioneiros, trezentos homens. Pela nossa parte tivemos uma centena de homens mortos ou fóra do combate e um prisioneiro.

Este prisioneiro era o nosso capellão Ugo Bassi que n'um dos nossos movimentos de reanimar, tendo encostado aos joelhos a fronte de um moribundo junto ao qual se havia sentado para o consolar, não quiz abandonal-o senão quando elle exhalou o derradeiro suspiro.

Advinha-se facilmente a alegria que se apoderou de Roma em a tarde e noite que se seguia a este primeiro combate. Fosse qual fosse o aspecto que d'ali em diante tomassem as coisas, a historia, pelo menos assim se julgava, não negaria que não só nós tinhamos feito frente um dia inteiro aos primeiros soldados do mundo, mas ainda os haviamos forçado a retirar.

A cidade foi toda illuminada, tomando o aspecto de uma festa nacional; de todos os lados ouviam-se cantos e musicas. Sahindo do quartel general estes cantos e estas musicas atormentavam os corações dos soldados prisioneiros.

O capitão Faby voltando-se para um official romano, era o historiador Vecchi, perguntou-lhe:

—Esta alegria e estes cantos são para nos insultar?

—Não, lhe respondeu Vecchi, não supponhaes tal; o nosso povo é generoso e não insulta a desgraça; mas festeja o seu baptismo de sangue e de fogo. Vencemos hoje os primeiros soldados do mundo; quererieis impedil-o de applaudir a memoria dos mortos e a resurreição da nossa velha Roma?

Então o capitão Faby mostrou-se vivamente tocado por esta resposta, que era feita em excellente francez, e tão tocado que com as lagrimas nos olhos gritou:

—Pois bem, debaixo d'esse principio, viva Roma e viva a Italia!

Nenhum soldado prisioneiro foi enviado ao quartel que lhe havia sido destinado sem que recebesse viveres e que fosse provido de tudo que necessitava.