Quanto aos officiaes que tinham perdido a espada, foi-lhes no mesmo instante entregue uma outra.
No seguinte dia, 1.o de maio, ao raiar d'alva, o infatigavel Garibaldi, havendo recebido do ministro da guerra authorisação para attacar os francezes com a sua legião, quero dizer, com mil e duzentos homens, dividiu-a em duas columnas de que uma parte sahiu pela porta Cavallegieri com Masina, e a outra sob suas ordens, pela porta São-Pancracio. A pouca cavallaria que tinha foi augmentada com um esquadrão de dragões.
O fim de Garibaldi era surprehender os francezes no seu acampamento e dar-lhes batalha, ainda que as suas forças fossem seis vezes menores que as d'elles; além d'isso esperava que ao ruido da fuzilaria e da artilharia, o povo todo correria em seu soccorro.
Mas chegado ao campo soube que os francezes tinham partido durante a noute retirando-se para Castel-di-Guido, e que Masina que tinha seguido caminho mais curto se havia encontrado com a sua rectaguarda e batalhava com ella.
Garibaldi então dobrou a marcha, e alcançou Masina perto da hospedaria de Mallagrota, onde os francezes se reuniam e pareciam apprestar-se para o combate. Tomou logo o flanco do exercito francez, sobre uma elevação, posição vantajosissima; mas no momento em que os nossos hiam carregar, um official destacando-se do exercito pediu para fallar a Garibaldi.
Garibaldi ordenou que lh'o conduzissem.
O parlamentado disse que era enviado pelo general em chefe do exercito francez para tratar dum armisticio e assegurar-se se realmente o povo romano acceitava o governo republicano e queria defender seus direitos.
Como prova das leaes intenções do general, aquelle propunha de nos entregar o padre Ugo Bassi, feito prisioneiro na vespera como já dissemos.
Lith. de Castro, Poço Novo No 33
VICTOR MANOEL