LXII.

He porque te hei requerido,
Mil vezes commettido,
E tu sempre desmandado:
E porque estás abraçado
Com os meus competidores,
E com elles alliado,
Naõ mereces ter montado
Com estes nobres Pastores.

LXIII.

Tu me has sido revel
Contra os meus ovelheiros,
Abraçado com Babel
Mui descrido, e cruel,
Contra os meus pegureiros.
Minhas ovelhas, carneiros
Naõ lhe tinhas lealdade,
Degolavas meus cordeiros,
Derrubavas meus chiqueiros,
Negavas me a verdade.

ANDRE.
LXIV.

I vos, Pastor, mui embora,
Grande merce nos fareis.
Que vos vades logo essa hora,
E depois que fordes fóra,
Alguma razão tereis.

JOÃO.
LXV.

Poraqui vos sahireis,
Mentes o Pastor dá volta,
Que depois não podereis,
E quiçais nos metereis
Nalguma grande revolta.