Vão todos como forçados,
Passão serras, e mais montes.
Secão se rios e fontes,
Tudo por nossos pecados.

III.

Furo co'a minha sovéla
Meto seda meto fio:
Quando far a neve, e frio,
Naõ há quem possa soffrê la.

IV.

Vejo a terra dezerta,
E parades levantadas:
Vou dando quatro pancadas
Na sola, quando se aperta.

V.

Vejo a guerra na paz,
E muitos morrer no fosso:
Foje o cavallo, e o mosso
Depois que o soldado jaz.

VI.

Entre montes muito altos
Há uma casa sagrada:
Ja naõ quero ver mais nada,
E vou batendo os meus saltos.

VII.