Na era de dous, e tres
Depois e tres conta mais
Haverá couzas fataes,
Vistas em nenhuma vez.

XVIII.

Haverá tantos trabalhos,
Gritos, surras barregadas,
Porem ja sinto as pizadas
Lá pera a banda dos malhos.

XIX.

O povo suspira, e brama
Debaixo do seu chapeo;
Naõ se enxerga mais que o Ceo
Quando a neve se derrama.

XX.

Vejo por entre dous cabos
O couro que vou cozendo;
Ja após outros vou vendo
Muitos mareantes bravos.

XXI.

Ja na carreira primeira
Entra a bandeira Real,
Ah! Portugal! Portugal!
Ja lá vai tua canceira.

XXII.