Vejo posta toda a gente
Trabalhando, sem comer:
Vejo os mortos a correr,
E os vivos jazer somente.

XIII.

Trabalha todo o sandeo,
E tambem o nobre serve;
Na certã a carne ferve
Pera Mouro, e Judeo.

XIV.

O pobre morrendo á mingua;
Outros tem a arca cheia;
Chove na praça, e na areia,
Como agua de seringa.

XV.

Vou botando o meu remendo
Em quanto o Senhor se veste,
Uma terra assas agreste.
Estou entre serras vendo.

XVI.

Nove letras tem o nome
Duas saõ da mesma casta:
Olhe qualquer como o gasta
Pera naõ morrer de fome.

XVII.