XXVI.

Mas ai! do calçado a obra
Logo requer o salario;
Porem naõ ha muita sobra
Se naõ dobra o campanario.

* * * * *

SONHO QUINTO.

XXVII.

Vejo, vejo, dizer vejo
Andar a terra ao redor;
E o borborinho com dor
Revolve um, e outro sexo.

XXVIII.

Rugia a porca do sino,
O sino naõ badalava,
A grimpa se revirava,
E o sino andáva a pino.

XXIX.

Meto a sovela nas viras,
E vejo pelo buraco
Os ossos de Pedro Jaco
No penedo das mentiras.