Vendamol-os!» E ria...

O entristecido olhar

Do velho lavrador de lagrymas nublou-se.

E entrou a suspirar:
—Vender os infelizes!

—Uns pobres animaes, a quem só mingoa a fala
—Para serem Christãos! Parece que me estala
—No peito o coração... Vender os infelizes!...
—Pois seja assim, mulher! Farei o que tu dizes...

II

Vinha rompendo a aurora

Risonha, virginal, feliz como um noivado,
Das aves á compita o tremulo trinado
Entre as balsas gorgeava. Era em descanço a nóra.

No emtanto o lavrador, tremente e vacillante

Como um ladrão nocturno, ou como um namorado,
Abriu, de par em par, as portas do curral.