Tentam resuscitar-lhe os sonhos e as chymeras;
Pintam-lhe o negro Mal triumphante, ó amargura!
O fraco aos pés do forte, o bom lançado ás féras...

Contam-lhe o frio horror dos carceres sem luz.

Que nas tôrres feudaes pompeava o velho Crime.
Que os crescentes do Islam tinham vencido a Cruz,
Que a Injustiça era a Lei... Então feroz, sublime.

Inquieto, semi-nú, sinistro, o cavalleiro

Bradou como um trovão: «Enverguem-me a loriga!
«Sellem-me o Rocinante, ó Sancho, ó escudeiro,
«Traze-me a lança, présto! e a minha espada amiga!»

Tinha em brazas o olhar, e truculento o aspeito,

E vibrava em redôr a imaginaria lança...
Logo depois cahiu do respaldar do leito,
Morto: tendo no labio um riso de creança!

INDICE

A minha mulher[1]
Confidenza[3]
O velhinho[8]
Animal bravio[10]
Ad agros[12]
A nuvem[14]
O juramento do arabe[16]
Num leque[19]
Olhos de Judia[20]
Numeros do Intermezzo:
I[24]
II[25]
III[26]
IV[28]
V[29]
VI[30]
VII[32]
VIII[34]
IX[36]
X[38]
XI[40]
XII[42]
XIII[44]
XIV[46]
XV[47]
XVI[48]
XVII[50]
XVIII[52]
XIX[54]
XX[55]
XXI[56]
XXII[58]
XXIII[60]
XXIV[62]