Perguntaste-me um dia a vida que eu levava.

Mimosa e eburnea flôr,

Em antes de te vêr; respondo-te: sonhava...

Ouviste, meu amôr?

Não era bem sonhar: ás vezes largo espaço

Ficava-me a sorrir

Para os quadros que eu via em luminoso traço

Nas télas do porvir.

Presta-me o ouvido attento, escuta-me, querida,