A dama o rôsto, timida, córando...
Arfa-lhe o niveo seio, palpitando,
Em doida e extranha commoção divina.

Camões, que outro não era o moço, ardido,

Num gesto de galan desvanecido,
«Quem vos pudéra merecer!» murmura.

E a dama, ao ouvil-o, languida sorria,

Pois que em todos os tempos a ouzadia
Ao amôr nunca trouxe desventura.

II

A LEITURA DOS LUSIADAS


A Vicente Pindella