A dama o rôsto, timida, córando...
Arfa-lhe o niveo seio, palpitando,
Em doida e extranha commoção divina.
Camões, que outro não era o moço, ardido,
Num gesto de galan desvanecido,
«Quem vos pudéra merecer!» murmura.
E a dama, ao ouvil-o, languida sorria,
Pois que em todos os tempos a ouzadia
Ao amôr nunca trouxe desventura.