Raro de quando em quando uma visita
Novas lhe traz da vida tumultuosa,
E ella sorrindo a furto, descuidosa,
No azul os olhos em silencio fita.
Sósinha e triste a pallida viuva,
Por essas noites de invernia e chuva,
A um honesto e feminil labor se entrega.
E, alta noite, levanta, em dôr sepulta,
O olhar, que fixa, e demorado prega
No eterno Ausente que num quadro avulta.