Ao dr. Antonio Candido
Dá para a cêrca a estreita e humilde cella
D'essa que os seus abandonou, trocando
O calôr da familia ameno e brando
Pelo claustro que o sangue esfria e gela.
Nos florões manuelinos da janella
Papeiam aves o seu ninho armando,
Veêm-se ao longe os trigos ondulando...
Maio sorri na pradaria bella.
Zumbe o insecto na flôr do rosmaninho:
Nas giéstas pousa a abelha ébria de gôso:
Zunem bezouros e palpita o ninho.
E a freira scisma e córa, ao vêr, ancioso,