No céu mal acordou da aurora o brilho,
Sahiu para os cançaços da lavoura.

A nóra lava na ribeira, e os netos

Ao longe correm semi-nús, inquietos,
No mar ondeante da seára loura.

ESTUDANTINA


Acorda, minha Thereza,

Descerra a janella tua!
Espalha-se a luz da lua
Pela poetica deveza...
Entre os sinceiros da margem
Murmura o claro Mondego,
A noite corre em socêgo...
Acorda, minha Thereza!

Não dorme quem tem amôres,

E o teu postigo é cerrado!
Deixa o leito perfumado,
E o travesseiro de flôres,
Se queres que eu acredite,
Ó minha pallida amiga,
Nas palavras da cantiga:
«Não dorme quem tem amôres!»

Por isso eu vélo cantando,