Perder na vossa ovelha a vossa gloria.
«Assistiu-lhe o piedoso bispo até o ultimo valle, e logo seu corpo foi levado por homens principaes ao Hospicio de Nossa Senhora da Penha dos Capuchinhos Francezes, o dia em que chegavam as novas da restauração do famoso Palmar a Pernambuco, que havia de ser o sexto da victoria, pois tanto gasta um caminheiro apressado de um logar a outro.»
A terceira é a seguinte, que occorre na Bibliotheca Bahiana de João Nepomuceno da Silva, vol. 2.ᵒ (1863), tractando-se de Gregorio de Mattos:
«A promptidão com que o poeta achava pensamento, rima e sal para a satyra, é o que mais o tornou distincto. Umas mulheres suas visinhas, accommettidas inopinadamente de umas visitas á noite, recorreram ao poeta no emprestimo de umas grandes e bojudas porcelanas chamadas palanganas: servidas, não mais cuidaram em restitui-las. Passado algum tempo chegaram ellas em uma noite á janella para ver um enterro que pela rua passava, ao tempo que o poeta tambem chegava á d’elle. Surprehendidas, disfarçaram, pedindo uma dillação ao poeta, que fizesse uma satyra ao enterro, e então foi esta a satyra que de prompto lhe surgiu:
Dizem que as almas que vão
Á este mundo não vem,
E as minhas palanganas
Fizeram-se almas também?»
Um enthusiasta de Gregorio de Mattos, porém, nas linhas publicadas no Cruzeiro de 7 de Abril de 1881, conta a mesma anedocta de modo differente.
«Mandára o poeta uma bandeja rica com doces a uma familia de suas relações. Acharam graça em guardar a bandeja e o presente. Passaram-se tempos e o poeta nada reclamou. Um dia passou-lhe pela porta, e apanhando-os na gelosia, disse-lhes: