Adeus amigos livreiros,

Com quem não gastei pataca

No discurso de sete annos,

De tantas carrancas cara.

Esta producção foi assim publicada por Varnhagen no seu Florilegio da poesia brazileira, t. I, pg. 11.

A sua vida é uma perfeita comedia, em que figuram os mais notaveis personagens do tempo, trazidos á baila pela sua musa folgazã, aviventados pelo seu genio creador e superior.

O Brazil ainda não produziu outro genio egual no seu genero ao de Gregorio de Mattos. Como já disse, não era elle só satyrico: era tambem um poeta sacro e um lyrico insigne. Os sonetos, que escreveu em grande numero, são eguaes ás melhores composições d’esta especie; rivalisam com os mais famosos de Bocage.

Na qualidade de advogado, Mattos era de um tino e perspicacia admiraveis, sabendo tirar partido vantajoso dos mais insignificantes incidentes: uma causa que tivesse a ventura de cahir nas suas mãos, estava de certo ganha e coberta de innumeros applausos, mesmo dos da parte contraria. Era de um laconismo extraordinario nos seus embargos, e de muitos d’elles nos dá noticia o seu biographo Rebello.

Gregorio de Mattos era alegre e folgazão como o mostra boa parte das suas producções.

Em geral os poetas pedem a morte cedo; Gregorio de Mattos porém não desejava morrer na flor da edade, e no soneto em que chora a morte de um filho seu de tenra edade, diz: