A Bibliotheca Nacional de Lisboa possue um grosso volume in-4.ᵒ, que contém boa porção de poesias, conforme diz Innocencio da Silva.
A Bibliotheca publica Eborense descreve no seu Catalogo dos manuscriptos, tom. II (1868), pg. 80:
Poesias de Gregorio de Mattos. Cod. cxxx/1-17 as ff. 183, 232, e 328 v.
E tambem no mesmo catalogo, pg. 194, accusa uma «Carta que escreveu Gregorio de Matos ao Conde do Prado, estando na Bahia com seu pae o Marquez das Minas.» Com.==Daqui desta praia grande==. Cod. cv/1-9 a fl. 29 v. 2 ff. in-4.ᵒ
O conego Januario da Cunha Barbosa diz que as poesias de Mattos correm manuscriptas em 6 grossos volumes de 4.ᵒ, accrescentando que alguns dos quaes possuia.
José Maria da Costa e Silva tinha um volume d’ellas.
O sñr. commendador Joaquim Norberto, quando, em 1843, publicou algumas linhas acêrca de Gregorio Mattos nos seus Estudos sobre a litteratura brazileira durante o seculo XVII, teve em mãos dois volumes.
Francisco de Paula Brito tambem teve em seu poder dois volumes in-4.ᵒ, e d’elles apenas publicou uma producção na sua Marmota de 11 de Março de 1855, promettendo todavia dar outras, o que não realizou. Estes dois volumes pertenceram ao visconde do Rio Vermelho, que os deu na Bahia a Ignacio Accioli de Cerqueira e Silva.
Muitas producções pouco decorosas escreveu Gregorio de Mattos, occorrendo algumas nas collecções manuscriptas de que me utilisei para a presente edição. A ellas porém, pela minha parte, não dou nem darei curso. É verdade que grande parte das satyras de Gregorio de Mattos estão entresachadas de termos e expressões inconvenientes; mas no acto de publica-las substitui-as por signaes, deitando tantos pontos quantas as lettras supprimidas.
Das obras obscenas diz Rebello que Mattos as escreveu em tanta quantidade, que das que possuia «tão indignas do prelo, como merecedoras da melhor estimação» se podia constituir um grande volume.