--Que me queres tu, Ignosi? Uivou ella. Não me toques, que te destruo. Treme das minhas artes!
O rei encolheu os hombros.
--As tuas artes não salvaram Tuala. Que me importam as tuas artes? Aqui está o que de ti quero: que mostres aos meus amigos a camara secreta onde estão as pedras que reluzem.
--Só eu o sei, e nunca o direi! Bradou ella. Os brancos malditos voltarão, levando vasias as mãos malditas!
--Bem, volveu tranquillamente o rei. Então, Gagula, vaes morrer lentamente.
--Morrer! Gritou ella, cheia de terror e de furia. Tu não te atreverás, Ignosi! Ninguem me póde matar. Que idade pensas tu que eu tenho? O teu pae conheceu-me; e o pae do teu pae; e o pae que gerou a esse. Ninguem ousará tocar-me, porque sobre esse cahirão as desgraças sem fim.
Em silencio, tranquillamente, Ignosi baixou sobre ella a ponta da sua azagaia:
--Dizes?
--Não!
Ignosi baixou mais o ferro, picou de leve o montão de trapos onde reluziam os dois olhos ferozes.