Metti com força o papel na algibeira, e, erguendo-me, repliquei sêccamente:

--Se os cavalheiros assim pensam, não me resta mais nada senão desejar-lhes muito boas noites!

O barão acudiu, pousando-me no hombro a sua larga mão:

--Pelo amor de Deus, snr. Quartelmar! Nem John, nem eu duvidamos da sua veracidade. Mas, emfim, tenho ouvido dizer que aqui na colonia é coisa corrente e bem aceita troçar um pouco os que chegam, os novatos d’Africa... E depois essa historia é tão extraordinaria!

Insisti, ainda offendido:

--O original escripto pelo velho fidalgo no farrapo de camisa, tenho-o em Durban! Será a primeira coisa que lhes hei de mostrar em chegando!... Não ha uma palavra...

O barão atalhou gravemente:

--Toda a palavra do snr. Quartelmar é coisa séria, e como tal a tomamos.

Durante um momento ficámos calados. Eu serenei. Por fim o barão, que dera sobre o tapete do beliche alguns passos pensativos, parou diante de mim:

--E meu irmão? Como soube o snr. Quartelmar que meu irmão tentou tambem essa jornada ás minas?