--E sois vós agora, que appareceis de repente. Justamente tu, irmão! E tu, meu bom John!... E o snr. Quartelmar, muito bem me lembro de o ter encontrado em Bamanguavo! É extraordinario! E foi tudo a misericordia de Deus!

N’essa noite tambem lhe contámos as nossas aventuras. Quando eu lhe mostrei um punhado de diamantes, o homem empallideceu de espanto:

--Santo Deus! Ao menos o que soffrestes não foi em vão! Emquanto que eu!...

Esta triste exclamação tornou-me pensativo. E desde logo decidi partilhar com elle um lote d’aquellas pedras, que a elle tinham trazido uma tão longa desgraça.


E aqui acaba esta historia. A nossa travessia do deserto foi extremamente trabalhosa. Não soffremos tanto da sêde, porque, segundo o novo roteiro indicado pelos caçadores de abestruzes, encontrámos a espaços pequenos e frescos oasis. Mas o pobre Jorge Curtis, que mal podia ainda usar a perna, necessitava constante amparo--e, por assim dizer, tivemos de o transportar através do deserto. Emfim attingimos a aringa de Sitanda, onde o velho sacripante, a quem deixaramos as nossas armas e bagagens, ficou indignado de nos vêr voltar, vivos e sãos, para as reclamar. E seis mezes depois estavamos jantando confortavelmente aqui, na minha casa em Durban, á sombra das laranjeiras.


Quando eu acabava justamente de escrever esta ultima pagina das nossas aventuras, vejo um cafre entrar pelo meu jardim, com cartas e jornaes na mão. É o correio da Inglaterra. E eis aqui uma carta do barão, que eu transcrevo, porque dá exactamente a conclusão da minha historia:

«Solar de Braley--Yorkshire.

Meu caro Quartelmar.