A claridade ia crescendo; e quando assim estavamos, lançando conjecturas, n’esta terrivel anciedade--reparei que o nosso Hottentote Venvogel andava a distancia, com os olhos no chão, lentamente, como quem procura um rasto... De repente parou, soltou um grito, com o braço espetado para a terra.
--Que é? Exclamámos todos.
E corremos alvoroçadamente.
--Pégadas de corço! Bradou elle em triumpho, apontando para o chão.
--E então?
--Corços nunca andam longe d’agua!
--É verdade! Gritei eu. E louvado por isso seja Deus!
Foi como se renascessemos á vida. Não era ainda a agua--mas a esperança d’ella, para breve! E n’uma crise afflictiva como a nossa, uma esperança, por mais vaga e tenue, vale sobretudo pela coragem de que enche logo a alma.
Venvogel no emtanto começára a andar em redor, com o nariz erguido (o seu largo nariz mais chato que o d’um bull-dog), sorvendo o ar quente, farejando.
--Cheiro agua! Dizia elle, cheiro agua!