Um d’elles lançou mão ao fato do capitão John, ainda cuidadosamente dobrado á beira d’agua. O excellente John deu logo um pulo para as calças. E rompeu então uma immensa altercação.
--Não, meu senhor, gritava Infandós, não consentirei que o meu senhor carregue com essas coisas!
--Mas é que eu quero pôr as calças! Berrava John.
--Todos somos aqui seus escravos para servir e carregar...
--Mas as calças...
--Meu senhor!...
--Larga as calças, malandro!
Tive de intervir, suffocado de riso.
--Escute, John. O caso é mais serio do que parece. Um dos motivos do terror que estamos inspirando é a sua luneta, a sua cara meia barbada e meia rapada, os seus dentes postiços, e essas pernas brancas á mostra... Tudo isso espanta as imaginações de selvagens. E se o amigo quer que não nos percam o medo, é necessario continuar a apparecer-lhes n’essa figura. Se o amigo lhes surgir ámanhã d’outro modo, tomam-nos por impostores, e a nossa vida não vale mais um pataco. Assim o viram n’esta terra, assim n’ella tem de ficar.
John, inquieto, hesitante, voltou os olhos para o barão: