--Está bem, Tuala, gritei eu, com um grande gesto.
E acompanhados por Infandós, recolhemos á nossa aringa.
Quando chegamos ás cubatas, depuz n’um escabello o rewolver, e voltando-me para Infandós que entrára comnosco:
--O teu rei Tuala é um monstro, Infandós!
O velho guerreiro teve um suspiro.
--Ai de mim! Toda a nação geme com as suas crueldades, meu senhor! Vereis esta noite. É a grande caça aos feitiços; vem Gagula e as suas farejadoras farejar, adivinhar quem são, d’entre os guerreiros e o povo, os que meditam ou já commetteram feitiços e maleficios. Se o rei appetece o gado de um visinho, ou o detesta, ou teme que elle se lhe torne infiel, Gagula ou uma das farejadoras aponta para esse homem, e o homem é logo morto... Quem sabe? Talvez hoje mesmo me chegue a minha vez. Até aqui Tuala tem-me poupado em respeito á minha experiencia das armas, e porque os soldados me amam. Mas quem sabe? Tuala é cruel, a terra toda soffre e está cançada d’elle!
--Mas, pela luz das estrellas, porque não depondes vós ou mataes essa féra?
Infandós encolheu os hombros:
--É o rei!... E o filho que lhe succederia, Scragga, tem ainda o coração mais negro, pesaria sobre nós com mais furor. Se Imotú não tivesse sido morto, e se Ignosi, o filhinho d’elle, não tivesse acabado tambem no deserto com a mãe, então havia uma esperança no reino! Mas assim...
De repente (e ainda me parece incrivel que eu tivesse assistido a lance tão romanesco, tão semelhante aos que se lêem nos contos de grande enredo)---de repente ergueu-se uma voz da sombra da cubata: