--Que lhe havemos nós de fazer? Além d’isso homem que não briga enferruja. Em todo o caso ponho uma condição: quero as calças.
Communiquei estas adhesões a Umbopa--que apertou ardentemente as mãos dos meus dois amigos.
--E tu, Macumazan, mestre da caça, olho vigilante, mais fino que o bufalo, estarás tu tambem por mim?
Cocei a cabeça, pensativamente:
--Eu te digo, Umbopa, ou Ignosi, ou o que és; eu não gosto de revoluções... Sou um homem de ordem e demais a mais um cobarde. Escusas de te rires, sei perfeitamente o que digo, sou um cobarde. Por outro lado, tenho por costume ser fiel a quem me foi fiel; e tu, n’esta jornada, andaste sempre como um servo dedicado e bravo. Portanto, ás ordens! Mas ha uma coisa. Eu sou um pobre caçador de elephantes e tenho de ganhar a minha vida. Tu fallaste ahi nos diamantes. Eu aceito os diamantes. Se lhe pudérmos lançar mão, aceito-os, e quantos mais e mais graúdos melhor! Não é que eu acredite muito n’elles. Mas, se apparecerem, desde já te prometto que, com licença tua, hei de abarrotar as algibeiras...
--Tantos quantos puderes levar! Exclamou Umbopa radiante.
E já se voltava para Infandós, n’aquelle triumphal enthusiasmo de pretendente a quem as adhesões affluem--quando eu o interrompi vivamente:
--Alto! Temos ainda outra, Ignosi. Nós viemos, como tu sabes perfeitamente, á procura do irmão do Incubú (era a alcunha do barão, em Zulú). Quero que me promettas que has de fazer tudo o que puderes como rei para nos ajudar a encontral-o... Começa por te informar agora com teu tio Infandós.
Ignosi pousou os olhos em Infandós, com singular magestade:
--Meu tio Infandós, em nome do emblema sagrado que me envolve a cinta, e como teu rei legitimo, intimo-te a que me digas a verdade. Houve já algum homem branco que, antes d’estes, tivesse vindo á terra aos Kakuanas?