--Krum! Krum! É o filho de Imotú! É o rei! É o rei!
Umbopa acudiu:
--Ergue-te, meu tio Infandós, que ainda não sou rei! Mas com a tua ajuda, e a d’estes homens fortes com quem vim, posso ser rei! Dize pois. Queres pôr a tua mão na minha e ser o meu homem? Queres correr commigo os perigos que haja a correr para derrubar Tuala o usurpador, o coração de féra? Dize.
O velho Infandós pousou dois dedos na testa e pensou. Depois tornou a ajoelhar diante de Ignosi, pôz a sua larga mão na mão d’elle, e murmurou, lentamente, como na formula de um ceremonial:
--Ignosi, legitimo rei dos Kakuanas, ponho a minha mão na tua mão, e até morrer sou teu homem!
Nós, de pé, em redor, ficaramos verdadeiramente attonitos! O barão e o capitão John só muito vagamente comprehendiam o maravilhoso lance. Tive de lhes traduzir, desenrolar os detalhes. E ambos exhalavam o seu assombro em exclamações, contemplando Umbopa--quando elle nos interpellou, com um gesto que começava a ser regio:
--E vós, homens brancos de quem comi o pão? Quereis vós ajudar-me tambem? Nada tenho que vos offerecer em troco do vosso braço forte. Mas essas pedras brancas que reluzem, e que vós amaes, se, como rei, eu as vier a possuir, podereis leval-as, tantas quantas quizerdes... Basta isto?
Traduzi de novo aos meus amigos esta deslumbrante offerta. O barão franziu o sobr’olho:
--Quartelmar, diga-lhe que um inglez não se vende por diamantes. Mas de graça, porque sempre o achei leal, porque gosto d’elle, e porque me appetece derrubar esse monstro de Tuala, estou prompto a ajudar Umbopa com o pouco que posso, que é o meu braço. E tu John?
O capitão encolheu os hombros: