—Ah! então italianas: as morenas de olhos abrasados. Ha bellissimas mulheres em Roma, em Florença, em Veneza... A Zanelli... Meu tio piscou um olho discretamente; eu, porém, surpreendi-lhe a mimica no espelho fronteiro. O doutor calou-se um momento e logo continuou: Em Roma...

—Cá para mim não ha como a hespanhola. É a mulher que me agrada. Quem é que traz com mais graça a mantilha do que uma andaluza? Quem agita com mais arte um leque? E depois... é outra coisa! Cá para mim não ha como a hespanhola, insistiu.

—Quer saber onde encontrei bellissimos typos femininos? Na Russia. É exacto, lindas mulheres.

—E as turcas, doutor?

Fez um momo e balançou a cabeça negativamente:

—Não gosto...

Um caixeiro aproximou-se e disse-lhe alguma coisa em segredo. Voltou-se de golpe e, apanhando a bengala: Com licença: vou ali á porta ouvir um amigo. Volto já.

—Pois não, doutor.

Levantou-se e partiu com os dedos na aba da cartola, a sorrir.

—Que tal, Anselmo?