—Mas que houve?! Fale, pelo amor de Deus!
—Que houve! Pois não te lembras que esmurraste o doutor num gabinete do Bragança!?
—Eu! bradei saltando da cama. Eu...!
—Tu?!
Emmurcheci de vergonha e só levantei a voz para declarar peremptoriamente que partia á tarde, pelo nocturno.
—Hoje?
—Sim, meu tio: hoje mesmo e para o sempre!
—Pois então avia-te, porque são quatro e meia.
—Quatro e meia! Eu então estou dormindo...?
—Ha doze horas, senhor meu sobrinho; ha doze horas! E solemne, sem mais dizer, retirou-se do quarto.