JOANNA—Sim! Felizmente. Primeiro, é contra a religião; depois, escusa a gente de se arrepender varias vezes de ter casado. Assim arrepende-se uma só. Não pode casar commigo. Então o que quer?

(Miguel olha-a estupefacto. Não encontra resposta. A expressão de Joanna é equivoca. Miguel não sabe se falla ingenuamente, se quer mystifical-o. Cala-se).

JOANNA—Então bem vê que não tem razão para se queixar de mim!

MIGUEL (Tem o ar de quem apanhou de surpresa uma grande pancada. Olha para Joanna, para si, para os outros. Pensa que o desfrutam. Acodem-lhe á boca frases energicas. Levanta-se, ageita o fraque e despede-se).—Muito boa tarde!{39}

[ROMANTICO]

AO CONDE DE ARNOSO

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[ROMANTICO]

—Ajude-me a servir o chá, primo...

Levantou-se. Na quasi obscuridade da sala, que tinha uma luz violacea—coada pelos vitraes onde se curvam lirios roxos—Clara parecia nascer dos tapetes, como uma graciosa e alta flôr de espuma. «Toilette» branca e ligeira, como pennas de ave, toda em musselinas, apenas indicando a elegancia do seu corpo fino, ia morrer no tapete branco...