Ha num museu de Belas Artes em Paris uma estátua célebre. Foi a última obra dum grande génio, que como muitos outros génios era pobríssimo e vivia numa humilde mansarda, que lhe servia de casa de trabalho e de quarto de dormir. Quando a estátua estava concluida, caiu uma noite sobre Paris uma grande geada. No quarto mísero e frio jazia acordado no seu leito o pobre escultor, a pensar na argila ainda húmida da sua estátua, a pensar que a agua iria gelar-lhe nos póros, e destruir numa hora o sonho de toda a sua vida! Então o ancião ergueu-se, e tirando as roupas do próprio leito foi com elas devotamente envolver a sua obra. De manhã, quando os visinhos lhe entraram no quarto,—o escultor estava morto. Mas a estátua vivia!

A Imagem de Cristo que se está formando dentro de nós—é o suprêmo encargo da nossa vida; que êsse encargo se anteponha a todos os outros projectos nossos! Emquanto essa Imagem não estiver perfeita, não haverá obra humana que esteja terminada, religião que esteja glorificada, fim da vida que esteja preenchido! Já começou essa tarefa infinita? Quando, como, havemos de ser diferentes? O tempo não muda os homens. A morte tambem não. Mas Cristo muda-os.

Tornai-vos então semelhantes a Cristo!

Fim


INDICE

PAG.
Prefácio[7]
A mudança que é possivel na vida[9]
A formula da Santificação[17]
A alquimía da Influência[30]
A primeira experiência[51]